Quais construtoras estão entregando em Criciúma e o que muda entre elas
Quem está por trás dos sete lançamentos da carteira, o que cada uma entrega, e as seis checagens que eu faço antes de indicar uma unidade na planta.

Comprar na planta é, antes de tudo, comprar a promessa de uma empresa. O projeto pode ser lindo e o preço justo: se a construtora não entrega no prazo e no padrão combinado, nada disso se sustenta. Por isso a pergunta “quem está construindo” vale tanto quanto “quanto custa”.
Este artigo mostra quais empresas estão à frente dos empreendimentos que eu acompanho em Criciúma, o que cada uma está entregando agora, e o roteiro que eu uso para avaliar uma construtora antes de indicar qualquer unidade. Os dados são das tabelas e materiais vigentes em agosto de 2026.
Quem está construindo o quê em Criciúma
| Empreendimento | Empresa | Bairro | Entrega prevista | A partir de |
|---|---|---|---|---|
| Thiene Residencial | Fontana, incorporação Villa Farnese | Centro | 30/09/2026 | R$ 1,07 milhão |
| Residencial Tremezzo | Fontana | Centro | mar/2027 | R$ 1,2 milhão |
| Vernazza Residencial | Corbetta | Centro | mai/2027 | R$ 1,28 milhão |
| Singular | Sörgen, construção Castanhel | Pio Corrêa | jul/2027 | R$ 5,18 milhões |
| Parco Savello | Fontana | Santa Bárbara | 31/05/2028 | R$ 990 mil |
| Le Jardin Residence | Fontana | Centro | abr/2030 | R$ 3,5 milhões |
| Monte Leone | Fontana | Centro | 30/08/2030 | R$ 3,33 milhões |
Três empresas aparecem à frente desses sete empreendimentos, e cada uma está posicionada de um jeito diferente na cidade.
Fontana
É a que tem mais frentes abertas na minha carteira, e com produtos bem distintos entre si: o Parco Savello, de 94,07 m² a partir de R$ 990 mil no Santa Bárbara; o Thiene, de 101,88 m² com entrega em setembro de 2026; o Tremezzo, de 125 m² numa esquina de avenida; o Le Jardin, de 190,31 m² com dois apartamentos por andar; e o Monte Leone, com plantas de 232,70 m² a 253,80 m² e mais de 1.200 m² de lazer. Ou seja, do primeiro apartamento ao alto padrão, dentro da mesma assinatura.
Corbetta
Responsável pelo Vernazza Residencial, na Avenida Vítor Meireles, com 131,76 m², três suítes, lazer concentrado no segundo pavimento e uma decisão que aparece pouco no mercado: o box de garagem já vem incluído no valor do apartamento. Detalhe pequeno no anúncio, diferença real na comparação entre propostas.
Sörgen e Castanhel
O Singular é incorporação da Sörgen com construção da Castanhel: torre única, doze apartamentos, dois por andar, elevador privativo por prumada, pé-direito livre de 3,24 m e esquadrias Schüco e Veka. É o produto mais denso em detalhe construtivo da carteira, e o que mais depende de execução precisa.

O que olhar antes de confiar numa construtora
Reputação de boca a boca ajuda, mas não substitui documento. O roteiro que eu uso tem seis itens, todos verificáveis antes de assinar.
- Registro da incorporação. Um empreendimento só pode ser vendido depois de registrado no cartório de imóveis. Peça o número e confira a matrícula: é o documento que dá segurança jurídica à compra.
- Obras entregues antes. Visite dois prédios prontos da mesma empresa, de preferência com três ou quatro anos de uso. Fachada, garagem e áreas comuns mostram como aquele padrão envelhece.
- Prazo em contrato, não em conversa. A data de entrega precisa estar escrita, com o prazo de tolerância e a consequência do atraso.
- Memorial descritivo. É onde está o que será entregue de fato: marca de esquadria, tipo de piso, espessura de manta acústica, tipo de gesso. Comparar dois empreendimentos sem ler os dois memoriais é comparar fotos.
- Padrão do decorado versus padrão de entrega. Pergunte item a item o que do apartamento decorado está incluso. Essa conversa evita quase toda frustração na chave.
- Atendimento pós-obra. Como funciona a assistência técnica, qual o prazo de garantia de cada sistema e quem atende depois da entrega.
O que o memorial revela e a foto esconde
Alguns itens que aparecem nos memoriais dos empreendimentos que eu acompanho mostram bem o tipo de escolha que diferencia um projeto de outro:
- Manta acústica no contrapiso e rebaixo total em gesso, no Parco Savello. Conforto que ninguém fotografa e todo mundo percebe morando.
- Vaga com espera para carro elétrico, no Parco Savello, no Thiene e no Monte Leone. Infraestrutura que é barata na obra e cara depois.
- Gerador nas áreas comuns, no Parco Savello.
- Três elevadores, um deles de serviço, no Monte Leone, e garagem em concreto polido.
- Esquadrias Schüco e Veka e persianas por controle remoto, no Singular, além de não haver parede de divisa entre unidades.
- Irrigação automática nas floreiras, no Le Jardin, com paisagismo assinado pela Takeda Design: varanda plantada só se sustenta com sistema por trás.
Nenhum desses itens vira manchete de anúncio. Todos aparecem na conta de manutenção, no conforto diário e na revenda.
Assinatura de projeto também conta
Dois dos empreendimentos da carteira têm projeto do arquiteto Nivaldo Hipólito, o Parco Savello e o Thiene. O Le Jardin tem paisagismo de biofilia da Takeda Design, com varandas plantadas em todos os pavimentos. Isso não é detalhe estético apenas: projeto bem resolvido é o que faz uma planta de 94 m² funcionar melhor que outra de 110 m² mal distribuída.
Quando eu comparo dois imóveis parecidos em preço, a distribuição da planta costuma ser o critério de desempate mais honesto que existe. Ela não muda depois da obra.

Padrão de produto: cada empresa responde a uma pergunta diferente
Olhando a carteira inteira, dá para enxergar três estratégias distintas, e isso ajuda a escolher com menos ruído.
A primeira é cobrir a escada inteira de preço. É o caso da Fontana nos empreendimentos que acompanho: o Parco Savello parte de R$ 990 mil com 94,07 m² e o Le Jardin parte de R$ 3,5 milhões com 190,31 m². São públicos diferentes, com decisões de projeto diferentes, dentro da mesma assinatura.
A segunda é resolver bem uma faixa. O Vernazza, da Corbetta, entrega três suítes em 131,76 m² por R$ 1,28 milhão, com box incluso, lazer inteiro no segundo pavimento e coworking. É um produto que responde a uma pergunta específica: família que quer três suítes no Centro sem entrar na faixa dos milhões.
A terceira é fazer poucas unidades muito específicas. O Singular tem doze apartamentos na torre inteira, num terreno de 1.680 m², com apartamentos tipo de 275 m² e coberturas duplex que chegam a 563 m². Aqui não se busca volume: se busca um comprador que valoriza densidade baixa e detalhe construtivo.
Nenhuma das três é melhor. Elas atendem gente diferente, e saber qual delas responde à sua pergunta economiza semanas de visita.
Prazo de obra também é assinatura
Repare na coluna de entrega da tabela: os prazos vão de setembro de 2026 a agosto de 2030. Obra longa não significa empresa lenta, significa produto grande e fase de venda inicial; obra curta costuma indicar empreendimento em fase final, com menos risco de cronograma e menos tempo de correção pela frente.
Na hora de comparar, o prazo deveria pesar tanto quanto o preço. Ele muda quanto você paga por mês, quanto tempo continua pagando moradia em outro lugar e quanto tempo o seu dinheiro fica exposto à correção do contrato.
E se a obra atrasar?
Atraso acontece, e é por isso que ele precisa estar previsto em contrato. Três coisas que eu confiro sempre:
- o prazo de tolerância previsto e a partir de quando ele conta;
- o que acontece com a correção do saldo durante o atraso;
- a consequência contratual para a construtora, e como ela é acionada.
Quem lê essas três cláusulas antes de assinar não fica refém de uma conversa posterior. E, na prática, empresa que responde essas perguntas com clareza já está dizendo bastante sobre como será o resto do processo.
As informações sobre empresas, prazos e especificações vêm dos materiais e tabelas vigentes em agosto de 2026 dos empreendimentos citados, em Criciúma, Santa Catarina. Confirme sempre no memorial descritivo e no contrato da unidade específica.


