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Vale a pena morar em Criciúma? O que os números dizem em 2026

A faixa de preço dos lançamentos, a escala da cidade em minutos e o método para responder você mesmo, com o que pesa a favor e o que pesa contra.

Thiago Bitencourt Thiago Bitencourt Creci/SC 40588-F

Mercado· 19 de outubro de 2026· 6 min de leitura

Vale a pena morar em Criciúma? O que os números dizem em 2026

“Vale a pena morar em Criciúma?” é uma pergunta que só tem resposta quando ganha um complemento: vale a pena para quem, e comparada com o quê. Este artigo não vai tentar convencer ninguém. Vai mostrar os números que eu acompanho de perto, o do mercado imobiliário, e o método para você mesmo responder.

Tudo aqui vem das tabelas dos empreendimentos que eu trabalho, vigentes em agosto de 2026, e da leitura de quem atende compradores na cidade todos os dias.

Quanto custa comprar um imóvel novo em Criciúma hoje

Lançamentos acompanhados por mim, com valores de partida de tabela em agosto de 2026, em Criciúma, Santa Catarina. O R$/m² é calculado sobre a área privativa da planta de partida.
EmpreendimentoBairroÁrea privativaEntregaA partir deR$/m² privativo
Parco SavelloSanta Bárbara94,07 m²mai/2028R$ 990 milR$ 10.524
Thiene ResidencialCentro101,88 m²set/2026R$ 1,07 milhãoR$ 10.503
Residencial TremezzoCentro125 m²mar/2027R$ 1,2 milhãoR$ 9.600
Vernazza ResidencialCentro131,76 m²mai/2027R$ 1,28 milhãoR$ 9.715
Monte LeoneCentro232,70 m²ago/2030R$ 3,33 milhõesR$ 14.310
Le Jardin ResidenceCentro190,31 m²abr/2030R$ 3,5 milhõesR$ 18.391
SingularPio Corrêa275 m²jul/2027R$ 5,18 milhõesR$ 18.836

Três leituras que eu tiro dessa tabela:

  • A porta de entrada dos lançamentos está em R$ 990 mil, no Santa Bárbara. No Centro, o menor valor é R$ 1,07 milhão.
  • A faixa de três dormitórios se concentra entre R$ 9.600 e R$ 10.524 por metro quadrado privativo, uma banda estreita para produtos em bairros diferentes.
  • O alto padrão custa cerca de 80% a mais por metro quadrado que essa faixa, e compra atributos que não se reproduzem: densidade baixa, pé-direito, vista permanente.
R$ 9.600 é o menor valor por metro quadrado privativo entre os lançamentos que eu acompanho em agosto de 2026, no Residencial Tremezzo, no Centro.

O que o mapa da cidade mostra

Criciúma tem um Centro compacto, e isso aparece nos endereços: a Praça do Congresso, a Avenida Vítor Meireles, a Rua Lauro Müller e a Rua Monteiro Lobato estão todas a poucas quadras umas das outras, e concentram comércio, serviço e boa parte dos lançamentos. Quem mora ali resolve o dia a pé.

Nos bairros vizinhos, a lógica muda para minutos de carro em vez de quadras. Do endereço do Singular, no Pio Corrêa, são 2 minutos até o Colégio Marista, 4 até a Cliniimagem, 5 até o Sesc e a URC e 6 até o Hospital São José. No Santa Bárbara, o Parco Savello tem o Parque da Prefeitura, padaria, mercado, posto e coworking na vizinhança.

Essa escala é o argumento mais forte da cidade para quem vem de capitais: distâncias que ali são de uma hora, aqui são de dez minutos. É uma diferença que muda o desenho do dia inteiro, não só o trânsito.

Parco Savello
Imóvel citado Parco Savello Rua Duarte da Costa, Santa Bárbara · Entrega mai/2028 Unidades a partir de R$ 990 mil Ver imóvel

Para quem vem de fora

As perguntas que eu mais recebo de quem está se mudando para cá são três, e as respostas honestas são estas:

Dá para viver sem carro?

No Centro, na maior parte dos dias, sim. Fora dele, o carro segue sendo prático, e a cidade é pequena o suficiente para que isso não vire um problema de tempo.

Qual é a diferença de preço em relação a uma capital?

Compare o valor por metro quadrado privativo que você paga hoje com a faixa daqui, entre R$ 9.600 e R$ 18.836 dependendo do padrão. Só use a mesma métrica dos dois lados: área privativa contra área privativa, senão a comparação sai errada.

Tem oferta de alto padrão?

Tem, e ela cresceu. Torres com doze unidades, elevador privativo por prumada, pé-direito livre de 3,24 m e paisagismo assinado são coisas que hoje existem aqui, com preço bem abaixo do equivalente em capital.

Para quem está voltando

Quem morou aqui e volta depois de alguns anos costuma se surpreender com duas coisas: a quantidade de lançamento no Centro e a mudança no padrão de área comum. Lazer entregue mobiliado e climatizado, como no Monte Leone e no Thiene, virou item esperado, não diferencial.

O outro lado é que a faixa de entrada dos lançamentos subiu: hoje ela começa perto de R$ 1 milhão. Quem tem uma referência de preço de cinco anos atrás precisa atualizar a conta antes de sair procurando.

O que pesar contra

Nenhuma cidade é resposta para todo mundo, e três pontos merecem consideração honesta:

  • Faixa de entrada dos lançamentos. Abaixo de R$ 990 mil, a busca sai do mercado de lançamento e vai para imóveis prontos ou usados, que é outro jogo.
  • Concentração da oferta. Cinco dos sete empreendimentos que eu acompanho estão no Centro. Quem quer bairro específico tem menos opção nova.
  • Prazos longos em parte dos produtos. Há empreendimentos com entrega em 2028 e 2030. Quem precisa mudar agora tem menos alternativas, e elas precisam ser identificadas rápido.

Comprar agora ou esperar?

É a pergunta que vem logo depois da primeira, e ela também não tem resposta genérica. O que existe são três fatores objetivos que você consegue avaliar hoje:

1. O prazo do produto que te interessa

Se a unidade que combina com você entrega em 2026 ou 2027, esperar significa disputar as últimas unidades de um empreendimento em fase final, normalmente com menos escolha de andar e posição. Se ela entrega em 2030, o tempo joga a favor de quem quer fluxo diluído.

2. O seu fluxo de caixa

Comprar bem é comprar com folga. Se a conta só fecha no cenário perfeito, esperar seis meses para reforçar a entrada costuma valer mais do que qualquer condição promocional.

3. O custo de continuar onde está

Se você paga aluguel, esse valor entra na comparação todo mês. É o único item da conta que não volta de forma alguma, e ele muda bastante o resultado de “esperar mais um ano”.

O que eu observo no comportamento de quem compra aqui

Duas coisas se repetem no meu dia a dia e ajudam a entender o mercado local. A primeira: a maior parte das decisões trava por excesso de opção, e não por falta. Quem recebe vinte anúncios decide pior que quem recebe três, e demora mais.

A segunda: quase ninguém compara pela mesma métrica. É comum ver alguém decidindo entre dois imóveis usando a área total de um e a privativa do outro, ou esquecendo que em um deles a vaga está fora do valor. Corrigir essas duas coisas resolve boa parte das dúvidas antes mesmo da primeira visita.

Como testar antes de decidir

  1. Passe um fim de semana no bairro que você está considerando, e não só no imóvel. Sábado à noite e domingo de manhã contam mais que a foto.
  2. Faça o seu trajeto real no horário real, do endereço até o trabalho ou a escola.
  3. Compare com a mesma métrica. Valor por metro quadrado privativo, sempre, e o que está incluso em cada proposta.
  4. Se puder, alugue antes de comprar. Seis meses de aluguel custam menos que um erro de bairro.
  5. Converse com quem mora. Vizinho conta em cinco minutos o que nenhum material de venda conta.

Se depois disso a cidade continuar fazendo sentido para a sua rotina, aí a pergunta muda de figura: deixa de ser “vale a pena Criciúma” e passa a ser “qual imóvel, em qual bairro, com qual prazo”. Essa segunda pergunta é a que eu ajudo a responder, e ela é bem mais fácil.

Thiene Residencial
Imóvel citado Thiene Residencial Rua Monteiro Lobato, Centro · Entrega set/2026 Unidades a partir de R$ 1,07 milhão Ver imóvel

Os valores citados são das tabelas das construtoras vigentes em agosto de 2026, para os empreendimentos que eu acompanho em Criciúma, Santa Catarina. Eles representam a minha carteira, não o mercado inteiro da cidade, e mudam com a fase de vendas e com a correção prevista em contrato.

Thiago Bitencourt

Autor

Thiago Bitencourt · Creci/SC 40588-F

Consultor imobiliário em Criciúma. Curadoria de apartamentos e Casas em Condomínio Fechado em Criciúma e região.

Os números deste artigo saem do material das construtoras e da minha própria conversa com elas.

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Perguntas frequentes

O que costumam me perguntar sobre este assunto.

Depende do que você compara. A cidade tem um Centro compacto onde se resolve o dia a pé, bairros a poucos minutos e uma oferta de lançamentos que hoje vai de R$ 990 mil a mais de R$ 5 milhões. Para quem vem de capital, a diferença mais sentida é a escala: distâncias de dez minutos em vez de uma hora.

Entre os lançamentos que eu acompanho em agosto de 2026, a partir de R$ 990 mil por 94,07 m² no Santa Bárbara, e a partir de R$ 1,07 milhão no Centro. Por metro quadrado privativo, a faixa de três dormitórios fica entre R$ 9.600 e R$ 10.524, e o alto padrão chega a R$ 18.836.

Para quem resolve tudo a pé, o Centro. Para família com filhos em escola e serviços de saúde por perto, o Pio Corrêa. Para quem quer tranquilidade e área verde, o Santa Bárbara. A escolha segue a rotina, e não o preço, porque a faixa de entrada dos dois primeiros é bem parecida.

Na maioria dos casos de mudança de cidade, sim. Seis meses de aluguel custam muito menos que descobrir depois que o bairro escolhido não combina com a sua rotina, e dão tempo de acompanhar os lançamentos com calma.

Tem. Existem hoje produtos com doze unidades na torre inteira, elevador privativo por prumada, pé-direito livre de 3,24 m, vista permanente para a serra e paisagismo assinado. É um segmento pequeno em número de unidades e bem definido em atributos.

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